Tratamento Cirúrgico para Parkinson e Outros Distúrbios de Movimento

 

A Doença de Parkinson é uma doença caracterizada por tremor em repouso, rigidez nos membros, dificuldade de andar e mais tardiamente pela perda de equilíbrio. Não necessariamente os doentes apresentam todos os sintomas, uma boa avaliação clínica neurológica se faz necessária para seu diagnóstico precoce. O tratamento se faz com levodopa e outros medicamentos, como a rasagilina recém-chegada no Brasil. Muitos dos casos também são necessários acompanhamento com fisioterapeutas e fonoaudiólogos. Pacientes com mais de 5 anos de doença de Parkinson, ou com efeitos medicamentosos indesejados e pacientes muito jovens são candidatos à cirurgia de implante de eletrodo cerebral profundo.

Tremor essencial é uma condição que difere da doença de Parkinson, por acometer pessoas mais jovens, tipo de tremor diferente que aparece ao movimento, desaparece no momento de descanso das mãos ou com a ingesta de alguma bebida alcoólica. O tratamento na maioria dos casos é medicamentoso. Pacientes que não melhoram com tratamento medicamentosos ou que não as toleram pelos efeitos adversos, podem ser submetidos ao tratamento cirúrgico ablativo unilateral (sem implantes) ou por implante de eletrodo cerebral para controle do tremor.

Distonias são movimentos descoordenados, acompanhados de torção que podem manter uma posição fixa e rígida, de difícil tratamento e que podem acometer um segmento do corpo (pescoço é muito comum), vários segmentos ou o corpo inteiro, qual chamamos de forma generalizada. Podem ter uma causa genética envolvida, quando há cruzamento genético nos filhos entre parentes de primeiro grau. Ou devido à utilização de medicamentos na doença psiquiátrica, comumente resultantes da discinesia tardia por efeitos destas medicações psicotrópicas da primeira geração.

A cirurgia é realizada com paciente acordado e consiste em implantar um eletrodo no cérebro através de um aparelho chamado de estereotaxia, pelo qual calculamos o ponto exato que irá ficar no cérebro e levará o estímulo a este ponto. Um gerador de neuroestimulação é então implantado na região do peito (que nem um tipo de marca-passo) e conectado com esse eletrodo cerebral. A cirurgia deve ser realizada com paciente acordado para avaliarmos a melhora com a estimulação durante a cirurgia e evitar que efeitos indesejados da própria estimulação ocorra no futuro, depois do implante.

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